sexta-feira, dezembro 15, 2006

Globo de Ouro

...Façam suas apostas

Foi divulgada, ontem, dia 14 de outubro, a lista dos filmes indicados a 64ª edição do Globo de Ouro. "Babel", do mexicano Alejandro González Iñárritu lidera a corrida. O filme foi indicado a sete categorias, entre elas estão as indicações de melhor filme - drama, melhor diretor e melhor roteiro.

O sofrível Leonardo Di Caprio (não, eu não o considero um bom ator) recebeu indicação em dose dupla como melhor ator dramático, por "Os Infiltrados" e "Diamante de Sangue". A jogada de markenting de Clint Eastwood parece começar a dar resultados, o diretor concorre á categoria de melhor diretor duas vezes: em "Flag of your fathers" e por sua versão japonesa, "Letters from Iwo Jima". Os concorrentes de Eastwood são Martin Scorsese por "Os Infiltrados", Stephen Frears por "The Queen" e Alejandro Iñárritu por "Babel".

Na categoria melhor filme estrangeiro, estão no páreo "Apocalypto" de Mel Gibson, o ótimo "Volver" de Pedro Almodóvar e "Letters from Iwo Jima" de Eastwood. O Brasil não conseguiu emplacar ninguém.
Penelópe Cruz ("Volver"), Judi Dench ("Notes on a Scandal"), Maggie Gyllenhaal ("Sherrybaby"), Helen Mirren ("The Queen") e Kate Wislet ("Little Children") estão na briga para o prêmio de melhor atriz - drama.

Seria muita pretensão minha apontar os meus favoritos, uma vez que só assisti a dois filmes que disputam o globo de ouro: o ótimo "Volver" que pode ser entendido como uma metáfora da vida do próprio diretor e ao legalzinho "Os Infiltrados" que pode render o primeiro oscar ao diretor Martin Scorsese, embora eu nem o considere tão bom como muitos insistem em afirmar.

PS: Para aqueles que se interessam, é bom lembrar que o Globo de Ouro funciona
como uma prévia para o Oscar.

Abaixo, alguns dos indicados

De cima para baixo cenas de: "Babel", "Volver", "Letters from Iwo Jima", "Os Infiltrados" e "Little Children"

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Cassino Royale

O novo 007, “Cassino Royale”, inspirado no primeiro livro da série policial escrita pelo inglês Ian Flaming, é sim, como muitos já afirmaram, um dos melhores filmes sobre o agente secreto James Bond, em 44 anos de adaptação para o cinema. Porém, a façanha, nem se deve ao enredo principal, mas sim a dois outros fatores: o motivo do agente, tido como o mais charmoso do planeta, enxergar a mulher como um mero objeto sexual e as seqüências de cenas mais violentas e menos esdrúxulas que os filmes anteriores. Se alguém assistiu 007 - "Um novo dia para morrer" (o penúltimo antes de "Cassino Royale") e viu o carro do agente atravessar um painel de vidro e literalmente “voar”, entende do que eu falo. A nova versão se caracteriza por privar de certos exageros, o que não retira a impossibilidade de certas atitudes, mas em se tratando de James Bond, é perdoável.
“Cassino Royale” apresenta a primeira missão de James Bond, porém, a história central, além de ser recheada pelos mesmos clichês a que qualquer um que o dirigir deverá obrigatoriamente se submeter, é carregada com o mesmo tom político americanista (sim, eu sei que o agente é inglês, mas a Inglaterra é aliada dos Estados Unidos, ok?) dos outros enredos. O que provoca a irritação e a antipatia de muitos.
A tarefa do agente 007 é bastante pertinente para o cenário mundial atual. Interpretado pelo estreante Daniel Craig, James Bond deverá investigar um banqueiro ligado a organizações terroristas. M (Judi Dench) é inicialmente dura com o agente, temendo pelo seu caráter um tanto impulsivo, mas logo, se rende e aposta em Bond. Ao espionar o grupo terrorista, o agente chega enfim ao banqueiro milionário, Le Chiffre, que almeja conseguir dinheiro a partir de um jogo de pôquer, em Montenegro, no Cassino Royale. O objetivo de Bond é ganhar a partida e enfraquecer o terrorismo.
É aí, que algumas questões são elucidadas, durante a missão, o agente será auxiliado por Vésper Lynd (Eva Green). É óbvio que o agente irá se apaixonar. Porém, o fim do romance, a desilusão sofrida por James Bond, será a causa principal do agente utilizar a figura feminina como um objeto descartável, utilizado apenas para satisfazer seus interesses sexuais. Mesmo que várias seqüências desnecessárias tenham sido usadas até que o agente seja traído, provocando um certo cansaço no espectador, é essa desilusão o grande trunfo para uma história que muda a que filme, mas cuja essência permanece a mesma.

Quanto a Daniel Craig, ele cumpriu os requisitos para garantir uma boa atuação. O papel não exige muito do ator, mas Craig tem o imprescindível, é charmoso, e se não é tão bonito quanto o antecessor, Pierce Brosnan, ele consegue agradar.
Uma curiosidade: Daniel Craig é o primeiro ator com menos de quarenta anos a interpretar o agente secreto desde George Lazenby em 007 - "A Serviço de sua Majestade" de 1969.


PS: Para aqueles que desejam enfrentar quase 2h3omin de filme, 007-Cassino Royale estréia amanhã.

007 - Cassino Royale - Dirigido por Martin Campbell
Com Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench, Jeffrey Wrigth
Duração 144 min
EUA/Inglaterra/República Tcheca

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Centro de Cultura Belo Horizonte

Mostra de Cinema

Eu sei que "Estrela Solitária", último filme de Wim Wenders, já existe em DVD. Porém, mais uma vez eu perdi a oportunidade de vê-lo na telona, e ainda sem pagar nada. A Mostra de Cinema do Centro de Cultura Belo Horizonte (CCBH) deste mês, exibe seis filmes, três deles já foram exibidos, que retratam a volta de alguém a seu lugar de origem. Além do road movie "Estrela Solitária" muito semelhante à Paris, Texas, obra prima do diretor alemão, "Uma vida iluminada" de Liev Schreiber, e o francês "Exílios" já foram rodados na mostra intitulada "Em busca do tempo perdido".
Mas o público, incluindo eu, ainda pode conferir outros grandes filmes. São eles: "Hora de Voltar", na próxima quarta-feira, dia 13 de dezembro, "Flores Partidas" de Jim Jarmusch, dia 18 de dezembro, segunda-feira. Na quarta-feira, dia 20, será a vez de "O abraço partido" produção argentina e francesa, dirigida por Daniel Burman.


Breve resumo ...


Hora de Voltar


O filme, conta a história de
Andrew Largeman (Zach Graff), um bem-sucedido ator de televisão, que decide retornar à sua cidade natal Garden State, depois de nove anos distante. Largeman, que temia voltar para a casa e encontrar com seu pai (Ian Holm), que mesmo estando longe o dominava, acaba vivendo bons momentos de recordação a medida que encontra pelas esquinas da cidade seus antigos amigos.

EUA/2004 Dirigido por Zach Braff. Com Natalie Portman e Ian Holm.



Flores Partidas

Bill Murray interpreta um solteirão convicto, Don Johnston, que acaba de terminar um namoro. Após receber uma carta cor-de-rosa, comunicando-o da existência de um suposto filho, Don decide rodar pelos Estados Unidos em busca do garoto.

EUA/França 2005 Dirigido por Jim Jarmusch (Sobre cafés e cigarros). Com Bill Murray, Sharon Stone, Jessica lange.



O Abraço Partido

Em meio a crise enfrentada pela Argentina, o jovem garoto Ariel (Daniel Hendler), lida com o sonho de conseguir um passaporte da Comunidade Européia a fim de encontrar um emprego e o desejo de conhecer seu pai e saber sobre o desaparecimento do mesmo nos anos 70.

EUA/França 2004. Direção Jim Jarmusch. Com Daniel Burman

Os filmes são exibidos sempre as 19h no Centro de Cultura Belo Horizonte, (Augusto de Lima esquina c/ Bahia). A entrada é gratuíta e as senhas são distribuídas 30 min antes de cada sessão.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

História do Brasil - Murilo Mendes


...Vestibular, literatura e Murilo Mendes

Eu “quase” (maldito quase, né Luís Fernando Veríssimo?) passei na primeira etapa da UFMG para o curso de Letras, mas fui eliminada em física devido a uma atitude infeliz da minha parte. Da próxima vez eu prometo não chutar em uma letra só, ok dad?
Os 65 pontos não foram suficientes, mesmo precisando apenas de 58. E física não me ajuda em nada. Deve ser por isso que sou – levemente – estabanada.

A História do Brasil contada de "cabeça prá baixo"

O vestibular proporcionou-me, porém, ótimos momentos. Pelo menos naquilo que se refere à literatura. “Quincas Borba” me fez gostar ainda mais de Machado de Assis, “Senhora” (que eu já havia lido anos antes) me fez entender José de Alencar, “Viagem” de Cecília Meireles aumentou a minha sensibilidade (agora ninguém me agüenta mais).
Mas foi Murilo Mendes e sua ironia em contar a “História do Brasil” que mais me seduziu. O desconhecido (a Biblioteca Pública Estadual Luis de Bessa (onde trabalho) não possuía um exemplar sequer da brilhante obra do poeta mineiro até que UFMG
doasse) livro publicado em 1932, mas escrito ainda na década de vinte apresenta características que permitem encaixa-lo na primeira fase do modernismo brasileiro e coloca-lo como um dos maiores expoentes (junto com Macunaíma de Mário de Andrade e Pau Brasil de Oswald de Andrade) da literatura que visava romper com as influências européias da produção literária brasileira.
“História do Brasil” apresenta 60 poemas-piadas que narram de uma forma não convencional acontecimentos que vão desde o “descobrimento” do Brasil até a Revolução de 1930. Murilo Mendes subverte a história de nosso país e nos mostra um lado diferente daquele que os livros de história insistem em contar.
O escritor adota uma postura mais crítica utilizando como instrumento principal o humor tão característico dessa fase a que pertenceu além de uma linguagem desprovida do formalismo simbolista e parnasianista, simples e coloquial, misturada muitas vezes com vícios de outras línguas, principalmente o português.
Há uma grande preocupação, sempre crítica, com a identidade cultural do povo brasileiro. Afinal, em vários poemas, ele recorre ao jogo do bicho, o mais notório talvez seja Homo Brasiliensis (O homem/ é o único animal que joga no bicho. Este poema talvez seja o que ele aborda de forma mais explícita o hábito do
cidadão brasileiro que perdura até hoje.
Murilo Mendes transgride a ponto de utilizar anacronismos, misturar acontecimentos de uma época a outra posterior como se tudo acontecesse a um mesmo tempo. Ele mistura a invasão holandesa ao ciclo do açúcar, a chegada dos imigrantes e das indústrias multinacionais e outras. Além disso, há uma sátira aos medalhões de nossa história, sem qualquer sombra de vergonha ou pudor, desmistificando assim, a postura de grandes heróis como em Soneto do dia 15 em que D. Pedro II que aparece dentro de um banheiro escrevendo uma poesia (referência às qualidades literárias do imperador) “O papel está acabando,/ chego já no último verso,/já lhe cedo meu lugar.” O Brasil às vésperas da Proclamação da República seria o banheiro e o papel, o higiênico? É dessa forma, que “ História do Brasil” provoca naquele que o lê bons momentos de descontração, misturados com reflexão.
Infelizmente, este livro foi rejeitado pelo autor que se negou inseri-lo no livro que reuniu suas principais poesias – “Poesias Completas” publicado em 1956.

Breve Biografia

O poeta mineiro Murilo Mendes, nasceu no dia 13 de maio de 1901 na cidade de Juiz de Fora e morreu no ano de 1975 na cidade de Lisboa, em Portugal. Na década de 20, publicou poemas nas revistas modernistas "Verde" e "Revista da Antropofagia". Publicou seu primeiro livro , Poemas, em 1930, que lhe rendeu no ano seguinte o prêmio "Graça Aranha". Converteu-se, em 1934 ao catolicismo sendo que a religiosidade é um dos temas marcantes de sua produção poética. Morou na Itália, foi professor da Universidade de Pisa e teve seus livros publicados em toda Europa. Foi um dos mais importantes poetas do século XX.

"Poemas" (1930), "Bumba-meu-poeta" (1930), "História do Brasil" (1933), "Tempo e eternidade" - com Jorge de Lima (1935), "A poesia em pânico" (1937), "O Visionário" (1941), "As metamorfoses" (1944), "Mundo enigma" e "O discípulo de Emaús" (1945), "Poesia liberdade" (1947), "Janela do caos" - França (1949), "Contemplação de Ouro Preto" (1954) são suas principais obras.

quinta-feira, novembro 30, 2006

...The Fountain

...Belo e Profundo

Aquele que diz que “The Fountain”, ou “Fonte da Vida” é um filme ruim está equivocado. Pode não ter entendido a sua essência, ou é um ser materialista. Se lido antes, o enredo provoca no possível espectador um certo desânimo, afinal uma história que se resume a contar a vida de um homem em busca da descoberta da cura do câncer para salvar a mulher em estado terminal parece um tanto “piegas”. Porém, a visão é logo desmistificada quando enfim assiste-se ao filme, afinal, o diretor de “Réquiem para um sonho” não faria um filme banal, com um roteiro superficial.
Darren Aronofsky provou ser aquilo que já diziam dele, um dos melhores talentos da nova geração de cineastas. Suas histórias, sempre bem exploradas, apresentam um propósito bem definido: o de mostrar as limitações humanas. E utilizando para isso uma característica marcante: grandes impactos visuais que cumprem muito bem o papel de mostrar uma idéia sem recorrer a uma infinidade de palavras. Em “The Fountain”, elas podem até se apresentar um pouco grotescas, talvez um pouco exageradas, mas nada que comprometa a totalidade da obra e a desvie do seu propósito original.
Para explorar a temática, da impossibilidade de uma vida carnal eterna, ele não utiliza apenas a história atual: a do médico Tom que não se cansa de realizar experiências em cobaias a fim de descobrir a vacina capaz de inibir o desenvolvimento do tumor maligno que consumia vorazmente a vida da mulher, muito bem interpretada pela mulher do diretor, a linda Rachel Weisz. Aronofsky para revelar que o problema da questão existencial é inerente à espécie humana em qualquer estágio, ou época, recorre ao passado e ao futuro.

No passado Hugh Jackman é um navegador espanhol que parte para o Novo Mundo, a fim de descobrir a fonte da vida, ou encontrar a lendária árvore que garante a vida eterna.
O futuro, bastante luminoso, no qual diretor explora bastante o dourado para contrastar com o negro que representa toda a dor e indefinição do tempo presente, uma história une as duas anteriores. Tom, careca e a maior parte do tempo em posição de lótus, em uma das histórias mais bonitas que eu já vi, tenta salvar uma árvore para encontrar a vida eterna.
Porém, a verdadeira fonte, não é o famoso “elixir da longa vida”- remédio incansavelmente procurado pelos alquimistas, mas sim a resposta para as indagações fundamentais sobre a questão da existência humana. A plenitude, ou vida eterna é encontrada na morte, porém não é deixada uma lacuna naquilo que cessou de existir, mas sim uma nova vida passa a existir.

(Ou seja, se você torce para que Tom encontre um remédio para curar a mulher, esqueça a solução para a morte, não existe, ou melhor, reside em si mesma. E isso é aquilo que o catolicismo, o budismo, o espiritismo ou qualquer outro "ismo" que nomeie uma religião, afirmam)

Fonte da Vida/ The Fountain - Dirigido por Darren Aronofsky
Com Hug Jackman, Rachel Weisz e Ellen Burstyn
Duração 96 min
EUA

terça-feira, novembro 21, 2006

FórumDoc.BH.2006

Hoje é dia da exibição do documentário "Estamira", do brasileiro Marcos Prado, no FórumDoc.


E eu nem vou poder ir. aff! Para os interessados, o filme será exibido às 21h na Mostra Competitiva Nacional/Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes.

Programação de hoje/Terça-21 de novembro

5h - MOSTRA CINEMA DE AUTOR: CHANTAL AKERMAN

Chantal Akerman par Chantal Akerman63min
Chantal Akerman

17h - MOSTRA TIMOTHY ASCH

Tug-of-war, Yanomamo9min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

Moonblood: A Yanomamo Creation Myth as told by Dedeheiwa 14min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

Climbing the Peach Palm 9min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

Myth of Naro as Told by Dedeheiwa 22min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

New Tribes Mission 12min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

Magical Death 29min
Timothy Asch e Napoleon Chagnon

19h - MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

Rap, o canto da Ceilândia15min
Adirley Queirós

Tempo dos Sem Voz 37min
Claudia Turra Magni

As Vilas Volantes - o verbo contra o vento 55min
Alexandre Veras

21h - MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

Estamira
Marcos Prado

domingo, novembro 19, 2006

Como destruir um filme...

Quer assistir a um filme patético? Assista à refilmagem de "O Homem de Palha"



Há muito que procuro assistir a um filme ruim a fim de fazer uma crítica negativa (tentativa de ser politicamente correta). Acreditei que não encontraria, principalmente depois de ter assistido ao brilhante “O Grande Truque”, ao divertido “Os Infiltrados” e ao dramático e muito bem dirigido “Volver”. Porém o filme de quinta-feira superou todas as minhas expectativas. Nunca imaginei que encontraria um filme que fosse ao todo ruim. Péssimo roteiro, direção fraca, e a atuação (como sempre) sofrível de Nicolas Cage. Comprovando o fato de que um diretor bom, consegue retirar uma boa atuação de um ator razoável. Do contrário... Hmmm Temos "O Sacrifício" que se torna pior com a péssima interpretação daquele cara que coleciona um monte de porcaria no currículo, como Cidades dos Anjos e 6o Segundos.
Para aqueles que desconhecem, o filme é uma refilmagem do Homem de Palha e conta a história do policial Edward Malus (Nicolas Cage), que fica visivelmente abalado ao presenciar um acidente no qual não pode fazer nada para impedir.
Ele recebe então uma carta de sua ex-noiva, que o abandonara anos atrás sem explicações. Na carta, a mulher pede sua ajuda para encontrar sua filha Rowan (Erika-Shaye Gair), que desaparecera em Summerisle, uma ilha isolada na costa do estado americano do Maine. É óbvio que o policial "bonzinho" que faz de tudo
para salvar uma pessoa aceita prontamente o pedido. É aí que o "suposto" filme sombrio se transforma em uma das produções mais patéticas que já se teve notícia.
Edwar Malus se transfere para misteriosa ilha. Lá, ele acaba ameaçado por estranhos eventos que se tornam cada vez mais grotescos à medida que avançam os preparativos para a festa anual da colheita promovida pela comunidade. Porém, devido a incompetência daquele que o dirigiu, as situações não passam de meros fragmentos capazes de provocar risos na platéia em vez de produzirem na mesma uma sensação de terror. Talvez a única coisa que cause medo sejam as máscaras que cada um dos moradores da ilha utilizam no dia da colheita. Uma coisa meio parecida com um filminho bizarro que o SBT passava várias vezes e que eu não me recordo o nome. O resto se causa pavor, só se for de assistir a uma coisa medonha daquelas e que completa a decadência do diretor Neil Labute (Na companhia de homens).
Em alguns momentos me indagava se não estava ali perdendo meu precioso tempo. É então, que o policial Edward Malus é surpreendido pelo encontro com o homem de palha que se antes eu não tinha tinha tido notícias eu enfim entendi o porquê do título original. É rídiculo quando você descobre o que é o tal homem. "O Sacrifício" atinge então o seu nível máximo de pateticidade, que eu só não conto aqui para não acabar com as expectativas daqueles que mesmo assim ainda querem assisti-lo. Atente-se então para os gritos do policial e da expressão maliciosa da menina procurada. É ótimo!
O pior foi o diretor ter dedicado a preciosa obra à memória de
Johnny Ramone.
Sabe quando você é atacado por aquela vergonha alheia? Então...


O Sacrifício/The wicker Man - Dirigido por Neil Labute
Com
Nicolas Cage, Ellen Bursty,
Erika-Shaye Gair
Duração 102 min
EUA/Alemanha 2006

 
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